domingo, 11 de junho de 2017

Respira e vai.

Eu poderia esperar.
Eu poderia ficar e esperar mais um tempo, ganhar mais tempo e respirar por mais tempo.
Eu poderia derrubar as expectativas das pessoas e ficar por mais um tempo. Ou ficar de vez. Imagina?

Mas... Porque esperar?
Porque ficar mais um tempo? A fim de quê?
Porque esperar para voltar ao que era antes?
Porque não encarar logo e abraçar a responsabilidade? E o compromisso?
Porque ter mais tempo pra decidir, se já está decidido?


Questão de Ordem

Não tiro esse espaço pra me debruçar sobre as regras. Incluindo erros de gramática ou nonsense do uso das palavras.

terça-feira, 30 de maio de 2017

La pensée




Pensar o mundo, pensar o local, o território, pensar o dentro, o Outro, pensar o Brasil, pensar o cotidiano, pensar o coletivo, pensar a vida e etc.
Pensar em todas essas coisas juntas parece confuso e complicado, dificil de entender e perceber o todo. Mas (e enfim) é possivel encontrar o ponto medio onde todas esses pensamentos confluem e esclarecem uma realidade urgente de compreensão. diante da realidade, do cotidiano, dos momentos ruins e bons que vem e vão na vida, o que mais que acometia na pre adolescência e adolescência eram questões de 'porque eu estou aqui?' ou 'que que eu estou fazendo aqui?', esse aqui era tudo que eu passava, e tudo que eu pensava; era tudo que eu respirava.
Questionamentos como esse foram o que me fizeram o que eu sou hoje.
São questionamentos que particularmente tenho enorme valor porque tenho a impressão que me ensinam a viver.
Pensar nisso, me faz querer questionar tudo ao redor. Viver sem pensar em tais coisas faz a gente ficar vazio, seco, sem profundidade, sem desejo. Então pensar o mundo, pensar a vida, diz respeito a questionar nosso local, nosso territorio, e portanto, o territorio do Outro, o proximo, o mesmo que faz do coletivo, alguma coisa humana.
Pensar o viver em sociedade é procurar saber como estão vivendo os que vivem dessa maneira, e quais são os meios pelos quais ela é o que é. Assistir um video como o acima me faz pensar o quanto é necessário viver pensando e questionando locais, cotidianos, coletivos, vidas, territorios e mundos. Faz pensar porque estamos aqui, e porque vivemos dessa determinada maneira e não de outra. É profundamente pensar na alteridade do outro e por ela.
É pensar atraves de um espaço que possa entrar eu, você, ele, ela, aqueles e nós. Esse espaço precisa contemplar todas essas pessoas.
Começando, parte-se do pressuposto que existe um só planeta que contém capacidade geradora de vida, humana e não humana, existe somente um espaço coletivo de convivencia, um só territorio que abriga a todos.
Pensando isso, aparece outro pressuposto que comporta o fato de necessariamente, ou seja, por necessidade temos a obrigação e o direito de viver num espaço saudavel, harmonioso e divertido. É bom imaginarmos que se gostamos de sentir prazer, obviamente meu semelhante também compartilha disso. E por isso é necessario a construção de um mundo em que eu, você, ele, ela, aqueles e nós possamos vivem em harmonia.
Com absoluta certeza não quero ser a romantica que pensa que o mundo tem potencial para se tornar o Jardim das Delicias do Bosch. Mas é bom sabermos onde nos localizamos para tratar de nossos semelhantes da forma como eles entendem.
O planeta é só um, mas é gigantesco.
Inumeros povos, inumeros jeitos de viver, inumeras formas de pensar...
Inumeras formas de conflito.
E é bom ter isso em mente.
Porque é bom saber que existe um 'outro' que não compartilha da mesma forma de pensar e viver que eu e ou que você.
Mas é imprescindivel que viver bem depende diretamente de estabelecer consensos.
No Brasil, assim como no resto do mundo, a gestão dos consensos está suprimida. Suprimida porque de alguma forma ela existe mas não ascende aos modelos hegemonicos de civilização.
A rentabilidade dos negocios fez a cabeça dos proprietários para transformar tudo em algo que pode se transformar. A Lei da transformação tomou conta do mundo quando viram que se podia ganhar o mundo dessa forma. e partir dai transformam o mundo em algo que pode ser comprado, não negociado porque a negociação é aniquilada pela força do capital que impera as relações de todos os tipos.
Então colocar o planeta, que é só um, e gingantesco ao mesmo tempo, sob um sistema de transformação onde tudo é mercadoria a serviço da apropriação de lucro e prestigio social economico e cultural é pensar que o mundo possui uma só formula e que é ela a que deve ser seguida.
É pensar que não existe um 'outro', porque o tudo deve girar ao redor do beneficio individual.
"O MEU, não o seu, muito menos o nosso!"
E isso é a politica, isso é a economia, isso é a cultura, isso é a raça, isso é a sexualidade, isso é o conhecimento.
Pensar o mundo é quebrar a realidade dentro dela mesma, é fazer saber que o que acontece nessa realidade talvez não deveria acontecer dessa determinada forma, e que o que existe é o que construimos.
Meu pensamento, portanto, é de DESCONSTRUIR.
É de reavaliar as opções e saber escolher com calmas as formulas de conduta, de pensamento, de conhecimento e vivencia. Eu me deparo com construções 100% do meu tempo, e isso me leva a querer desfazer.
Não é um fim, é um meio.
É, na verdade, um primeiro passo, de muitos longos outros que devem ser tomados nessa vida. Devem de dever mesmo, por necessidade e por humanidade.