quarta-feira, 18 de março de 2015

warning sign

A noite passada eu dormi fora, e cheguei com um sentimento de que na verdade, eu não preciso sentir as contradições que sinto o tempo todo. Estar com ele é uma quebra do tempo, onde eu perco a noção da realidade e fico em estado de férias pelas horas que dura. Mas eu não estou de férias.
Ele realmente não é e nem precisa ser uma grande personalidade na minha vida. Nós combinamos, mas como não combinar com alguém da sua faculdade, com a mesma idade, com mais ou menos o mesmo histórico familiar e os mesmos desejos vorazes da juventude?!
To esquecendo de me cuidar de novo, de pensar em mim e nos meus desejos. Isso coincidentemente acontece quando ele está na minha vida. 
O pensamento em mim, somente em mim, me trás a sensação maravilhosa de estar em dia com o tempo, com o espaço e com a vida. Eu tenho uma vida, e é somente ela, independente de eu protagonizar ou não ela. Então, porque não protagonizar minha própria vida?

É difícil algumas horas em manter a mente ciente de tudo, e continuar vivendo o cotidiano massacrante, mas ainda, porque não protagonizar minha própria vida? 

domingo, 23 de novembro de 2014

Dificil tarefa

Ás vezes é mais fácil ficar calada e deixar as coisas andarem do que criar confusão e futuras frustrações. Mais fácil é, claro. Você descarta os incômodos e engole tudo como se fosse uma carne crua que não desfizesse na sua boca. Só que essa carne vai ser difícil de ser quebrada dentro de você. Ela vai ficar ali, incomodando, como uma pedra no estomago, até ela se desfazer em um longo tempo.
Na minha cabeça o fácil, nesse caso, está associado á fraqueza, a mediocridade, a insegurança. O motivo é que se você não resolve cuspir de uma vez por todas essa carne que você dificilmente vai engolir, você vai sofrer o incômodo dela depois, e do lado de dentro.
O fato de cuspir a carne está ligado á recusa de se sentir perturbado por alguma coisa alheia a você. É como se você se recusasse a se manter numa posição a qual não te pertence, uma posição de rendimento ao outro que no momento, não te causa bem.
Mas não é tão simples como parece. Talvez você esteja com fome e não queira cuspir a carne, mas não consegue engolir. Mas a equação não é somente engolir ou cuspir. Existe a possibilidade de cortar a carne antes de pô-la na boca, e comê-la de pedacinho por pedacinho. Esta sim é uma ótima artimanha para comer a carne toda, sem ter que cuspir ou engolir o pedaço grande. E nesse meio termo é que talvez esteja a medida certa para não ficar com fome ou com dor de estomago.
Meu meio termo nunca foi fácil de achar, e não tá sendo agora também. E engano de quem me dá conselhos de que a consciência do erro leva rapidamente á solução. Quem dera!
Talvez eu não saiba qual o erro até agora, talvez por isso não encontro a solução.
No caso, ou eu mudo meus pensamentos, ou eu entrego meus sentimentos.


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Acordei

Eu não gosto do que me tornei. Minha vida mudou completamente e eu abracei essa mudança como muito bem-vinda, acabei me esquecendo de tudo que vivi e ignorei tudo que fui. Hoje eu não me enquadro no passado, alias, o vejo como algo que ja passou e ja não faz mais parte de mim . É verdade, não gostava de nada daquilo, nunca quis estar la e sempre me imaginei numa situação diferente e melhor. Mas hoje eu percebo que essa infelicidade e insatisfação me acompanha por onde eu for.
Hoje eu percebo que aquilo fazia parte de mim, do que eu pensava, de como eu agia. E com certeza, num futuro proximo eu tambem vou perceber que isso aqui agora faz parte do que eu hoje faço, de como eu penso. Eu só agora to notando o quanto eu mudei, e como eu não gosto do que me tornei. Meu cotidiano, meus pensamentos, são todos diferentes de tudo que eu imaginava pra mim.
Até quando era novidade eu acreditava e confiava na realidade, mas a rotina me atacou novamente e eu não consigo me interessar por ela. O que eu sou hoje não me agrada, eu tenho pensamentos alheios e completamente fora de mim. Eu não sinto falta do passado, eu sinto falta de mim lá. Sinto falta de todas aquelas sensações e de tudo que fazia parte, das pessoas. Eu sinto falta das pessoas
que faziam parte de mim, e hoje não mais. Eu estranho essas novas da minha vida, não confio nelas. Lá eu era confortavel, eu vivia de acordo comigo mesma e eu não tinha dores nas costas e no pescoço. Eu não preocupava com a saúde do meu corpo,não preocupava se eu estava muito estressada, como eu deveria me postar frente as pessoas que não me são intimas. Eu vivia a intimidade intensamente, e era só ela que eu conhecia. Não tinha ninguem a quem eu deveria fazer sala, ser cordial, só por educação.
Eu não gosto do fato de ter uqe preocupar com meu dinheiro, com o fato de ter que fazer comida pra comer e preocupar em o que as pessoas da faculdade acham de mim, e me afirmar como uma pessoa autentica frente a elas.
Eu não quero ter que ser responsavel por mim mesma, eu quero alguem que suporte isso comigo, e antes eu tinha. Minha irmã era meu espelho, minhas ações, meu eu fora de mim. E hoje, eu nem a vejo mais, eu nem tenho mais a sensação de partilhar uma imagem junto com ela. Ela sumiu, e parece estar se dando muito bem lá fora. Eu perdi.
É só isso que eu fiz durante todo esse tempo. Venho perdendo tudo e achando que estava ganhando o mundo. Eu me perco.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

tinta

A infeliz historia da menina que não gostava se escrever por achar que se conheceria por demais, mas tem um blog.
Um certo dia, essa tal menina que até então achava-se uma menina tão normal quanto qualquer outra, talvez com uma pitada a mais de nostalgia se viu chorando e chorando por uma coisa banal. Banal mesmo, banal em todos os pontos de vista existentes. E logo depois sofreu um forte ataque de uma dor de cabeça que acabou por deixá-la acordada a noite toda escutando blues na radio da tv paga.
Essa menina, nesse dia soube o quanto aquilo a fez uma pessoa banal, e o quanto as circunstancias da vida são banais. não que ela agora, depois de toda essa situação soubesse realmente do que a vida é feita, ou do que seria prioridade. Essa menina nessa noite se viu como uma derrotada, uma fracassada e uma pessoa inútil.
Bom, a historia acaba por aí porque durou somente um dia.. e esse um dia não durou tanto a ponto desse texto ser maior do que ja está.
A proposito, explicando o primeiro paragrafo, ela nunca gostou por achar que conheceria sua real personalidade, e esse era o maior dos medos dela.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Não tem

- "Mestre, eu sei o que é! Se há uma coisa, em verdade,
Que o mundo inteiro diz que existe e que ninguém
Conseguiu ver jamais, nem a sentiu também,
Essa coisa só pode ser "Felicidade"!
Felicidade é coisa que não tem"!